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Bebê que anda na ponta dos pés: tudo o que você precisa saber

By junho 5, 2020maio 3rd, 2021No Comments

“Doutor, meu filho anda na ponta dos pés”. Andar na ponta dos pés é uma das queixas mais recorrentes em um consultório de ortopedia e neurologia pediátrica. Não é para menos: em muitos casos, a marcha em pontas é apenas um mau hábito desenvolvido por uma criança saudável, mas em outros, isso pode indicar uma patologia mais grave.

O post de hoje esclarece o que é a marcha em pontas idiopática, a caminhada nas pontinhas dos pés, e em quais casos é preciso procurar ajuda. Além disso, sugerimos algumas formas de tratamento para esse padrão de caminhada. Vem com a gente!

andar nas pontas dos pés

O que é marcha em pontas idiopática?

Estima-se que entre 7 e 24% da população pediátrica ande na ponta dos pés, sendo que parte dessas crianças é totalmente saudável, não apresenta problemas de tônus muscular e postura ou alterações nos reflexos dos tendões. “Idiopático”, portanto, é o termo médico que se atribui a qualquer condição de saúde que não tem uma causa específica bem conhecida. 

A marcha em pontas idiopática e não patológica, ou seja, não relacionada a doenças, acontece quando a criança não toca o chão com os calcanhares, e isso se torna evidente assim que o bebê começa a andar com autonomia. Além disso, ela acomete igualmente os dois pés e não é progressiva, isto é, não piora com o tempo.

A literatura científica indica que existe um padrão familiar relacionado a essa condição. É muito frequente que bebês que andam na ponta dos pés tenham familiares de primeiro ou segundo grau que também tenham apresentado essa alteração ao andar. Há, ainda, uma correlação positiva entre a marcha em pontas e a predominância da mão esquerda.

A maioria das crianças abandona o andar na ponta dos pés conforme cresce e se desenvolve. Algumas delas podem manter esse padrão de marcha, mas a maioria o faz por hábito. Se, mesmo após os 2 anos de idade, esse for o caso do seu filho, um especialista pediátrico pode ser indicado para ajudar a excluir casos patológicos.

 

A marcha imatura

De antemão, em crianças menores que 3 anos, a marcha tem características especiais que devem ser observadas de perto pelo papai e pela mamãe. Geralmente, percebe-se maior flexão das pelve (bumbum pra trás), dos joelhos e tornozelos. Isso porque um centro de gravidade mais baixo facilita o equilíbrio dos pequenos, diferente do que acontece em adultos.

Nessa fase, o bebê também pode abrir os bracinhos enquanto anda, além de rodar os pés para fora e alargar a base por meio da abertura das pernas. Por fim, é normal observar que os bebês preferem passar o menor tempo possível sobre o apoio de um pé apenas, o que faz com que eles deem passinhos mais rápidos. 

andar na ponta dos pés

Devo procurar um médico?

Portanto, em alguns casos, andar na ponta dos pés pode sim ser resultado de uma condição específica, como paralisia cerebral, distrofia muscular ou Transtorno do Espectro Autista. 

Contudo, se o bebê já completou dois aninhos e continua andando na ponta dos pés, converse com o seu pediatra sobre isso. Outros motivos que justificam uma consulta são: músculos das pernas tensos, rigidez no tendão de Aquiles ou falta de coordenação muscular.

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PATOLOGIAS ASSOCIADAS

Primeiramente, o diagnóstico de uma marcha em pontas idiopática é feito por exclusão. Isso significa que, ao procurar um ortopedista ou neurologista pediátrico, ele deverá excluir algumas condições que podem causar esse padrão de andar. Entre elas estão:

  • Encurtamento do tendão de Aquiles: esse tendão liga a parte baixa da batata da perna ao calcanhar. Se for muito curto, pode impedir o calcanhar de tocar o chão;
  • Paralisia cerebral: andar na ponta dos pés pode ser reflexo de uma desordem mais grave do movimento, tônus muscular ou postura causado por dano ou desenvolvimento anormal da parte do cérebro que controla a função muscular;
  • Distrofia muscular: trata-se de uma condição genética em que as fibras musculares são propensas a se danificarem e a ficarem fracas com o tempo. Esse diagnóstico é mais provável se a criança iniciou a marcha normalmente e depois passou a andar na ponta dos pés.
  • Transtorno do Espectro Autista: o autismo não afeta apenas a forma como a criança se comunica ou interage com os outros, mas também pode ter impactos sobre seu aprendizado motor.

Em que consiste o tratamento?

Geralmente, a marcha em pontas idiopática não apresenta grandes complicações, exceto pelo estigma social entre coleguinhas e pelo maior risco de queda. Outra complicação possível é a origem de uma contratura muscular fixa, o que pode indicar cirurgia. Apesar disso, no geral, a marcha em pontas idiopática é uma condição benigna e não há evidências de que seja necessária uma intervenção invasiva.

De acordo com a indicação do seu médico, pode-se optar por abordagem com fisioterapia, uso de calçados adequados, talas e órteses – em alguns casos específicos – ou, mais raramente, pelo uso de gessos seriados, aplicação de toxina botulínica e/ou cirurgia.

O tipo de tratamento escolhido pelo profissional vai depender basicamente da idade da criança e do tempo que o seu pequeno passa andando na ponta dos pés.

Dessa forma, a fisioterapia, que é uma grande aliada, deve incluir exercícios de alongamento, mobilidade, fortalecimento, equilíbrio e coordenação motora, havendo a possibilidade de se fazer estimulação elétrica.

Leia também: Saúde do bebê – andar na ponta dos pés é preocupante?

A importância do calçado adequado

Acima de tudo, durante o desenvolvimento da marcha, é importante que o sapato do bebê ofereça segurança e pode até auxiliar o equilíbrio e a formação do arco plantar. Logo, se o seu bebê está começando a andar, vale a pena conhecer os calçados Noeh, que são feitos com uma tecnologia dinâmica, que simula o andar descalço em solo natural sem alterar a marcha original da criança e estimula a musculatura da curvinha dos pés.

Em síntese, esse princípio dinâmico da palmilha do sapatinho favorece o posicionamento do pezinho todo no chão.

A instabilidade natural oferecida pela palmilha auxilia a criança a usar toda a musculatura dos pezinhos e, por consequência, rolar o pezinho desde o calcanhar as pontas durante a caminhada.

Em suma, as características mais importantes do sapato do bebê na fase de aprendizado de marcha estão: base bem alargada; espaço que os dedos dos pés têm para se movimentarem; flexibilidade; espessura e curvatura do solado.

Portanto, um calçado adequado não deve interferir no desenvolvimento normal dos pezinho e ainda tem calçados que são capazes de estimular a formação muscular prevenindo também contra condições como o pé plano ou chato, pé torto e dedinhos retraídos.

Com certeza, você quer conhecer mais sobre como o Noeh pode ajudar a desconstruir o hábito da caminhada em pontas do seu filho? Chama a gente no WhatsApp que te explicaremos!

Se você gostou deste conteúdo, não deixe de ler também nosso post sobre como escolher o melhor calçado infantil

Noeh, tecnologias para cuidar!

Um abraço apertado, com carinho da Noeh

Referências:

NASCER E CRESCER Revista de Pediatria do Centro Hospitalar do Porto ano 2016, vol XXV, n.º 1. Marcha em pontas idiopática em idade pediátrica.

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