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Exames pré-natal: conheça 6 deles

By outubro 29, 2020No Comments

Durante a gravidez, ocorre uma série de mudanças no corpo da mulher. Além das transformações biológicas e psicológicas da gestante, o feto também passa por desenvolvimento. Para acompanhar a evolução do processo, são necessários alguns exames pré-natal.

Por meio deles, o profissional de saúde pode assistir continuamente à evolução da gravidez. Diante de algum resultado adverso, é possível intervir por meio de tratamentos e medidas de profilaxia, ou seja, prevenção.

Antes da solicitação de cada exame pré-natal, é considerado o custo-benefício da realização. Pensando nisso, o Ministério da Saúde e a Febrasgo preconizam aqueles que são essenciais para o bom prognóstico da mãe e do bebê. Confira alguns deles a seguir!

  1. Tipo sanguíneo e fator Rh 

Logo na primeira consulta, é solicitado o exame de tipagem sanguínea e do fator Rh. Destes, vamos dar destaque para o segundo. O fator Rh é uma proteína que pode ou não estar presente no sangue. Quando presente, chamamos de Rh positivo e, quando ausente, Rh negativo.

Se algum dos pais tiver a proteína, é possível que o feto seja Rh positivo. Nestes casos, se a mãe for Rh negativa e o bebê positivo, o organismo materno encara a proteína como algo estranho e, consequentemente, começa a produzir um fator anti-Rh.

Geralmente, essa produção inicia durante o parto, quando um sangue entra em contato com o outro. Então, na primeira gestação o bebê pode sair ileso. Porém, nas gestações seguintes, corre o risco de o bebê ser novamente positivo e mãe já apresentar o fator anti-Rh.

  1. Teste de Coombs indireto 

Viu só como é importante conhecer o fator Rh? Ainda nesta perspectiva, existe o teste de Coombs indireto. Ele é indicado para gestantes Rh negativo cujo parceiro é Rh positivo ou desconhecido.

Assim, caso o teste dê positivo, a mãe é encaminhada para o pré-natal de alto risco. Mas não se preocupe! A partir do momento que o fator Rh passa a ser conhecido, existem medidas para proteger mãe e filho.

Neste caso, logo após o parto, é administrada uma dose de anti-Rh. Então, essa dose injetada vai combater o Rh que entrar em contato com o organismo da mãe, sem que haja necessidade de o próprio corpo dela produzir os fatores anti-Rh.

Assim, a gestação seguinte não será prejudicada!

  1. Sorologias pré-natal

As sorologias são exames pré-natal indispensáveis. Elas permitem detectar infecções agudas ou crônicas na mãe, com potencial risco de serem transmitidas para o bebê. Confira a seguir algumas delas!

3.1. Sífilis

Logo na primeira consulta já é indicada a sorologia para sífilis, que deve ser repetida próximo ao parto. A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, sendo que a transmissão ocorre em qualquer fase da gestação e em qualquer fase da doença.

A sífilis congênita pode provocar aborto espontâneo em até 40% das situações. Vale destacar que a grande maioria dos casos são assintomáticos e existem protocolos bem estabelecidos para tratamento da condição.

3.2. Anti-HIV

A sorologia para detecção do vírus HIV é indicada logo na primeira consulta. Assim, é possível orientar as gestantes positivas e indicar o tratamento adequado com os antirretrovirais. Consequentemente, na maioria dos casos, evita-se a transmissão para o feto.

3.3. Hepatite B

A hepatite B é uma infecção provocada por um vírus que acomete as células do fígado. Na infecção crônica, aumenta o risco desenvolver câncer e cirrose no órgão em questão.

No caso das crianças que acabam sendo infectadas pelas mães, há um risco acima de 90% de desenvolverem a temida infecção crônica. Por isso, é essencial detectar a presença do vírus para que possa ser estabelecida a profilaxia adequada.

3.4. Hepatite C

No caso da hepatite C, a transmissão que ocorre da mãe para o feto pode chegar a 25%. Neste caso, há um risco maior quando existe a coinfecção pelo HIV. É preciso ter muito cuidado quando a carga de vírus no sangue está elevada próximo ao parto.

3.5. Toxoplasmose 

A toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. O impacto da transmissão para o bebê vai depender muito do momento em que ocorreu a infecção: quanto mais tardia, melhor o prognóstico.

Já o comprometimento das crianças infectadas pode ser bem severo, mas também podem não acarretar em sintomas. A prevenção consiste em orientar as mães acerca de algumas medidas para diminuir o risco de serem infectadas, como evitar comer carne malcozida.

Por fim, é possível tratar gestantes e bebês infectados, ainda que assintomáticos. Quanto mais precoce a intervenção, melhor.

  1. Urina e urocultura

É importante que todas as gestantes realizem os exames pré-natal de urina e urocultura entre as semanas 12 e 16. O principal intuito é detectar alguma infecção urinária, mesmo aquelas que não resultam em sintomas.

Alguns fatores biológicos aumentam o risco de infecções urinárias ao longo da gravidez, que podem até evoluir para comprometimento renal. Além disso, podem causar intercorrências na gestação, como prematuridade ou óbito fetal.

Pensando nisso, é essencial detectar as infecções mesmo que assintomáticas, para que possa ser estabelecido o tratamento sem maiores complicações.

  1. Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) 

A glicemia representa os níveis de glicose no sangue. Logo no início da gestação, é feito um exame de glicemia de jejum, a fim de avaliar se a mãe apresenta o diagnóstico de diabetes.

Porém, existe um quadro conhecido como diabetes gestacional, ou seja, é uma diabetes que inicia na gravidez e deixa de existir após o parto. Para detectá-lo, recomenda-se realizar o TOTG entre as semanas 24 e 28.

Esse exame pré-natal é simples! Nele, é administrado 75 gramas de glicose e, em seguida, é detectado o valor da glicemia a cada hora. Caso os valores cumpram com os critérios diagnósticos, são feitas orientações para melhor controle metabólico por meio da alimentação.

  1. Ultrassonografias: os exames pré-natal mais gostoso de fazer

Até então, vimos apenas exames laboratoriais. Já no âmbito das imagens, a ultrassonografia é essencial ao longo da gestação. No primeiro trimestre, é possível determinar a idade gestacional, avaliar a evolução da gravidez e até detectar algumas síndromes.

Já no segundo trimestre é feito o ultrassom morfológico, quando pode ser identificado o sexo do bebê e avaliada a formação das estruturas já desenvolvidas. No terceiro semestre, vai depender da necessidade e da indicação por parte do obstetra.

Viu só como são importantes os exames pré-natal? Por meio deles, é possível conhecer melhor as condições biológicas da mãe e do feto, identificando aquilo que poderia causar algum problema. Hoje, falamos apenas sobre alguns dos exames preconizados. Porém, existe uma série de indicações que o obstetra deve se atentar, como repetir alguma sorologia ou mesmo indicar outros testes. De qualquer forma, esperamos ter esclarecido sobre os principais!

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Noeh, tecnologias para cuidar da vida!

Espero que tenham gostado! Se tiver dúvida é só perguntar aqui nos comentários que iremos responder!

Um abraço apertado, com carinho da Noeh

 

Referências

Incompatibilidade sanguínea. Dráuzio Varella. 

Manual de assistência pré-natal. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. 

Sífilis congênita e sífilis na gestação. Revista de Saúde Pública.

A Realização Do Teste Anti-hiv No Pré-natal: Os Significados Para A Gestante. Escola Anna Nery – Revista de Enfermagem. 

Ocorrência de hepatite B em gestantes e seguimento de crianças expostas no estado de São Paulo, em 2012. Epidemiologia e Serviços de Saúde. 

Hepatite C e gestação: análise de fatores associados à transmissão vertical. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 

Perfil sorológico para toxoplasmose em gestantes de um hospital público de Porto Alegre. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 

A importância das provas de despistagem da bacteriúria assintomática em serviços de pré-natal. Revista de Saúde Pública de São Paulo. 

Diretrizes 2019-2020. Sociedade Brasileira de Diabetes. 

Ultrassonografia obstétrica entre a 11ª e a 14ª semanas: além do rastreamento de anomalias cromossômicas. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.