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MUDANÇAS NA MANEIRA DE SE RELACIONAR COM O MUNDO QUANDO O BEBÊ COMEÇA A ANDAR

04.04.2017

 

Os padrões de desempenho de habilidades motoras de bebês são algumas das primeiras observações sistemáticas do desenvolvimento motor. O desenvolvimento motor baseia-se em alterações do comportamento motor no decorrer do ciclo da vida. Podemos pensar em desenvolvimento motor como uma série de padrões de comportamento que se tornam mais ou menos estáveis ao longo do tempo. Durante os períodos de estabilidade é de se esperar repetições de comportamentos eficientes. Mas, são mais suscetíveis de surgir novas habilidades e novos comportamentos durante os períodos de instabilidade.

 

Desse modo, podemos pensar no corpo da criança em desenvolvimento como um sistema complexo composto de muitos elementos individuais inseridos em um contexto altamente informativo. Durante os períodos de estabilidade, todos os elementos do sistema trabalham em conjunto sem problemas. E, durante os períodos de instabilidade, o sistema é aberto a múltiplas soluções flexíveis e à emergência de novas formas de ação.

 

A transição para o andar independente parece ser um desses períodos de instabilidade. No entanto, segundo esta explicação, os processos tais como percepção, atenção, memória, cognição e comportamentos sociais dos bebês, se deslocarão para acomodar esse novo modo de mover-se através do mundo, e cada processo afeta e é afetado pelas mudanças nos outros processos. Assim, desde este ponto de vista dinâmico, aprender a andar torna-se muito mais do que simplesmente um marco motor, em vez disso, torna-se um núcleo de mudanças em todo o sistema em muitos domínios de desenvolvimento.

 

Os bebês estão diariamente, bem como as crianças, adolescente e adultos, circundados por um processo permanente de aprendizado para movimentar-se com controle e habilidade em resposta as atividades diárias. O desenvolvimento da locomoção independente reflete avanços importantes no controle motor. Melhorias no equilíbrio, força e coordenação facilitam e, possibilitam, o engatinhar, a realização de manobras em uma posição sentada, a caminhada e as inúmeras outras maneiras que as crianças aprendem quando começam a se deslocar de um lugar para outro.

 

É bem reconhecido que a maioria das crianças adquire uma postura sentada, antes de engatinhar, engatinham antes de andar, e andam antes de assumir de forma independente a postura ereta. São muitos os comportamentos cognitivos[1] e sociais que se transformam quando os bebês passam a ficar em pé com apoio e a engatinhar. Contudo, poucos meses depois do bebê ficar de pé apoiado e engatinhar, ele muda para outro modo de locomoção: ele começa a andar. E, o início da caminhada coloca um outro conjunto de desafios a serem transpostos, transformando novamente os comportamentos sociais e comportamentais dos bebês.

 

Engatinhar e andar são acompanhados por diferentes relações entre corpo e ambiente; por diferentes pontos de vista em relação à superfície do solo e futuros obstáculos; por diferentes informações visuais, táteis e proprioceptivas[2] que acompanham os movimentos e as respostas geradas por forças contra a superfície do solo; por diferentes partes do corpo utilizadas como suporte e propulsão em relação ao atrito, a rigidez, inclinação da superfície do solo, e assim por diante.

 

Andando, a visão do mundo é de uma posição ereta, o equilíbrio é um desafio maior e as mãos ficam livres para realizar ações. Essas mudanças no desenvolvimento das habilidades motoras tornam as tarefas ainda mais desafiadoras. Portanto, antes da primeira tentativa de andar sem apoio, os bebês quase nunca experimentaram a necessidade do controle dinâmico da postura ereta e de um pé só, necessário para dominar a marcha. Caminhar confronta o novo caminhante com o duplo desafio de criar um desequilíbrio para avançar evitando com que ele se torne grande demais causando a queda.

 

Assim, a solução usual adotada pelos bebês para dominar essa dupla tarefa no início da caminhada independente (por volta dos 12 meses) é ampliar a base de apoio, colocando os pés afastados e girando os dedos dos pés para fora. Dessa forma, exibem hiperflexão para as duas grandes articulações, dos quadris e dos joelhos, e pouca flexão na articulação do tornozelo (indicado principalmente pelo apoio plano da sola do pé com a superfície do solo). Os braços se apresentam esticados e abertos auxiliando o equilíbrio. Logo, movem-se em staccato (de forma isolada, não contínua) realizando passos curtos. 

 

Porém, dentro de poucos meses mudanças significativas ocorrem. Os passos do bebê adquirem progressão rítmica e rolagem padrão “calcanhar ao dedo”[3], a base já não é excessivamente larga, os braços oscilam em movimentos coordenados e os movimentos de diferentes partes do corpo funcionam em conjunto para a integração de uma marcha eficiente.

 

As evoluções motoras da marcha podem ser evidenciadas pelo aumento da distância percorrida, pela manutenção do equilíbrio e pelo uso adequado da força. Assim, os bebês aprendem a alcançar e a manter o equilíbrio, a manipular objetos e a locomover‑se pelo ambiente com um considerável grau de habilidade e controle considerando‑se o curto período em que desenvolvem essas habilidades.

 

No entanto, os primeiros passos do bebê não determinam um início, mas apresentam um marco em um processo longo e contínuo de desenvolvimento que vem acontecendo desde o início da vida, em um escopo mais amplo, desde o início do homem.

 

[1] Em síntese, relativo ao comportamento que diz respeito à aquisição de conhecimentos.

[2] Esse termo será discutido e exemplificado a seguir

[3] Padrão de apoio dos pés da caminhada adulta. O primeiro apoio do pé no chão é feito pelo calcanhar, passando pelo meio do pé e terminando no dedão.

 

 

Espero que tenham gostado!

 

Tem sugestão de pauta? Envie para gente: comunicacao@noeh.com.br

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Um abraço apertado,

com carinho da Ana da Noeh

 

Noeh, tecnologias para cuidar da vida!

 

sapatos para bebês; roupinha repelente; primeiros passos; saúde infantil; repelente para bebê

 

REFERÊNCIAS

 

ADOLPH, Karen E. Babies’ steps make giant strides toward a science of development. Infant Behavior & Development. V. 25, p 86-90, 2002.

CLEARFIELD, Melissa W. Learning to walk changes infant’s social interactions. Infant Behavior and Development. Vol.34, p. 15-25, 2011.

GALLAHUE, David L.; OZMUN, John C.; GOODWAY, Jackie D. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 7ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. 488p.

HENNESSY, Michael J.; DIXON, Suzanne D. The Development of Gait: A Study in African Children Ages One to five. Child Development. Vol.55, p. 844-853, 1984.

HERZMARK, Maurice H. Teaching infants to walk: physiological considerations. The Journal of Pediatrics. Vol. 42, n. 4, p. 429-431, 1953.

LEDEBT, Annick; WIERINGEN, Piet C.W. Van; SAVELSBERGH, Geert J.P. Functional significance of foot rotation asymmetry in early walking. Infant Behavior & Development V. 27, p. 163–172, 2004.

MCGRAY, Myrtle B. Neuromuscular development of the human infant exemplified in the achievement of erect locomotion. The Journal of Pediatrics. Vol. 17, n. 6, p. 747-771, 1940.

 

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